Publicado por: Gabriela | março 8, 2010

Dia da mulher

No princípio eu era a Eva

Nascida para a felicidade de Adão

E meu paraíso tornou-se trevas

Porque ousei libertação.


Mais tarde fui Maria

Meu pecado redimiria

Dando à luz aquele que traria a salvação

Mas isso não bastaria

Para eu encontrar perdão.


Passei a ser Amélia

A mulher de verdade

Para a sociedade

Não tinha a menor vaidade

Mas sonhava com a igualdade.


Muito tempo depois decidi:

Não dá mais!

Quero minha dignidade

Tenho meus ideais!


Hoje não sou só esposa ou filha

Sou pai, mãe, toda a família

Sou caminhoneira, taxista, piloto de avião

Policial feminina, operária em construção.


Ao mundo peço licença

Para atuar onde quiser

Meu sobrenome é Competência

O meu nome é Mulher!!!!

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Publicado por: Gabriela | fevereiro 27, 2010

We are the World parte II.

Ainda no espírito de apoio aos que sofrem no Haiti, queria mostrar uma gravação organizada pelo empresário de música britânico Simon Cowell. Cowell juntou vários artistas, como Mariah Carey, Jon Bon Jovi, Rod Stewart e Susan Boyle, e criou uma versão nova da música Everybody Hurts, da banda REM.

A música, cujos fundos angariados irão em parte para um orgão do governo Haitiano, e em parte para a campanha Helping Haiti, do jornal inglês The Sun, já virou campeã de vendas desde seu lançamento, em 7 de fevereiro. Em menos de um mês, já recebeu mais de um milhão de visitas no seu site de Youtube, ultrapassando a música da postagem anterior.

Abaixo, o clipe oficial da música. E para acompanhar, a letra em inglês e em português. Qual das duas VOCÊS preferem?

Everybody Hurts

When the day is long and the night, the night is yours alone,

When you’re sure you’ve had enough of this life, well hang on

Don’t let yourself go, cause everybody cries and everybody hurts

Sometimes…. sometimes everything is wrong.

Now its time to sing along, when your day is night alone,

If you feel like letting go

If you think you’ve had too much of this life, well hang on..

Cause everybody hurts…

Take comfort in your friends, everybody hurts.

Don’t throw your hand, oh no, don’t throw your hand.

If you feel like you’re alone, no, no, no, you are not alone

If you’re on your own in this life, the days and nights are long,

When you think you’ve had too much of this life to…

…Hang on

Everybody hurts, sometimes, everybody cries

And everybody hurts… sometimes


Quando o dia é longo, e a noite, e a noite é só sua,

Quando você pensa em desistir, desistir da vida, se segure

Não se deixe escapar, porque todos choramos e todos doemos

As vezes… as vezes tudo está errado, agora é hora de cantar.

Quando o seu dia é pura noite,

Se você pensa em se abandonar,

Se você acha que já viu demais nessa vida, se segure…

Por que todos temos dor… procure um amigo pra apoiar

Todos temos dor.

Não jogue pro alto, não, não jogue para o alto.

Se você se sente só, não, você não esta só.

Se você está sozinho nessa vida, os dias e as noites são longos,

Quando você acha que viu demais nessa vida pra…

…Segurar

todos temos dor, as vezes, todos temos que chorar

e todos tem dor… as vezes

Publicado por: Gabriela | fevereiro 21, 2010

We Are the World.

A música We Are the World foi escrita e lançada por Michael Jackson e Lionel Richie em 1985 para angariar fundos para combater a fome na África. A gravação juntou dezenas de artistas da época, todos querendo contribuir para a causa, e logo estourou pelo mundo todo, tornando-se o single americano vendido com mais rapidez na história da música. Ganhou três Grammys, um People’s Choice Award, e muitos outros prêmios. Até hoje, o single já vendeu mais de 20 milhões de cópias e angariou mais de US$63 milhões para a ajuda humanitária à África.

Em fevereiro deste ano, trinta anos depois, Lionel Richie, com o apoio de Quincy Jones e Wyclef Jean (que é do Haiti), regravaram a música em homenagem às vítimas da tragédia no Haiti. Intitulada We Are the World 25 for Haiti, a música juntou uma multitude de músicos atuais, repetindo o estilo de seus precursores. A estrutura da música é similar ao original, mas conta com versos de rap e mixagem auto-tune, dando um toque contemporâneo à balada. E seu criador original não ficou de fora. A tecnologia permitiu que clips da música original fizessem parte da nova música, e, assim, Michael Jackson, que teve um papel tão importante no primeiro, pôde fazer parte do segundo também.

O projeto We Are the World, tanto o primeiro como o segundo, mostra como em momentos de crise todos podem ajudar, e com todos juntos a ajuda é muito maior. A união, mesmo se tratando de famosos que por si só já podem fazer muito, acaba fazendo a força.

Vejam abaixo tanto a versão de 2010 quanto a de 1985. Espero que gostem. E uma pequena observação: já que o blog é de histórias dos outros, mas também minhas, queria falar da história minha nisso tudo. We Are the World, o original, é uma das músicas preferidas de um primo muito querido, que gosta tanto, mas tanto, da música, que já está até usando-a para o seu filhinho de 3 meses dormir…

Publicado por: Gabriela | fevereiro 20, 2010

Oscar 2010.

Para mim, o ano não começa só depois do carnaval. Ele começa mesmo é depois do Oscar. Desde pequena, a noite do Oscar é uma das noites mais importantes do meu ano.

Lembro da minha mãe me deixar ficar acordada até tarde, preparar uma pipoca gigante, e sentar na sala durante horas vendo a ceremônia. Alguns anos depois, lembro de preparações quase tribais na casa de uma amiga, com pizza, coca-light, e muito papo cinéfilo (e por que não de moda também, já que o Oscar também é isso?). E ano passado, no meu primeiro Oscar pós-criança/adolescência/faculdade, lembro de forçar meu namorado até o supermercado em Londres, comprar mil besteirinhas temáticas, e sentar em frente à televisão num ritual de Oscar que ele jamais conseguiu entender (mas teve que aceitar!).

Parte do meu amor pelo Oscar é a correria para ver todos os filmes de antemão, assumo totalmente que eu tenho Oscar fever (febre do Oscar). Hoje, por exemplo, vou a dois. E vou passando a opinião sobre cada filme aqui – pra vocês.

Pra quem quiser acompanhar – veja abaixo uma lista de todos os concorrentes (apenas as categorias maiores, senão esse post não acabaria nunca):

Oscar 2010 – Indicados

Melhor filme


Avatar “Avatar”, James Cameron e Jon Landau

The Blind Side “The Blind Side”, Gil Netter, Andrew A. Kosove and Broderick Johnson

District 9 “Distrito 9″, Peter Jackson e Carolynne Cunningham

An Education “Educação”, Finola Dwyer e Amanda Posey

The Hurt Locker “Guerra ao Terror”, Kathryn Bigelow, Mark Boal, Nicolas Chartier e Greg Shapiro

Inglorious Basterds “Bastados Inglórios”, Quentin Tarantino e Lawrence Bender

Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire “Preciosa”, Lee Daniels, Sarah Siegel-Magness e Gary Magness

A Serious Man “Um Homem Sério”, Joel Coen e Ethan Coen

Up “Up – Altas Aventuras”, Jonas Rivera

Up in the Air “Amor Sem Escalas”, Daniel Dubiecki, Ivan Reitman e Jason Reitman

Melhor diretor

James Cameron, “Avatar”

Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”

Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

Lee Daniels, “Preciosa”

Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”

Melhor ator

Jeff Bridges, “Crazy Heart”

George Clooney, “Amor Sem Escalas”

Colin Firth, “A Single Man”

Morgan Freeman, “Invictus”

Jeremy Rennet, “Guerra ao Terror”

Melhor atriz

Sandra Bullock, “The Blind Side”

Helen Mirren, “The Last Station”

Carey Mulligan, “Educação”

Gabourey Sidibe, “Preciosa”

Meryl Streep, “Julie & Julia”

Melhor ator coadjuvante

Matt Damon, “Invictus”

Woody Harrelson, “The Messenger”

Christopher Plummer, “The Last Station”

Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”

Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”

Melhor atriz coadjuvante

Penelope Cruz, “Nine”

Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas”

Maggi, “Crazy Heart”

Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas”

Mo’Nique, “Preciosa”

Melhor roteiro original

“Guerra ao Terror”

“Bastardos Inglórios”

“The Messenger”

“Um Homem Sério”

“Up – Altas Aventuras”

Melhor roteiro adaptado

“Distrito 9″

“Educação”

“In the Loop”

“Preciosa”

“Amor Sem Escalas”

Melhor filme estrangeiro

“Teta Assustada”, Peru

“A Fita Branca”, Alemanha

“O Profeta”, França

“Ajami”, Israel

“O Segredo de Seus Olhos”, Argentina

Melhor documentário de curta-metragem

“China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province”

“The Last Campaign of Governor Booth Dardner”

“Music by Prudence”

“Rabbit à la Berlin”

Publicado por: Gabriela | fevereiro 19, 2010

Sylvia Plath.

Um resumo: Sylvia Plath é uma escritora americana, conhecida pela obra semiautobiográfica The Bell Jar, de 1963, que conta a história de uma estudante ambiciosa que desenvolve uma depressão profunda durante um estágio numa revista de moda, em Nova York, e acaba tentando se suicidar. Plath também é conhecida por sua poesia, que faz parte do gênero de poesia confessional dos anos 1950s/1960s. E mais, Plath foi casada durante muitos anos com o poeta inglês Ted Hughes, com quem teve Frieda e Nicolas Hughes. Ela cometeu suicídio em 1963, com apenas 31 anos.

Uma referência literária: O estilo poético de Plath é muito intenso e altamente metafórico. Para quem quiser ler mais, a coletânea de poesias intitulada Ariel é uma das mais impressionantes. Foi sua transparência emocional e a referência bucólica à vida de mãe, mulher e casal que lhe renderam um Pulizter Prize em 1982.

Um poema: (meu preferido, em inglês – e português)

THE RIVAL

If the moon smiled, she would resemble you.
You leave the same impression
Of something beautiful, but annihilating.
Both of you are great light borrowers.
Her O-mouth grieves at the world; yours is unaffected,

And your first gift is making stone out of everything.
I wake to a mausoleum; you are here,
Ticking your fingers on the marble table, looking for cigarettes,
Spiteful as a woman, but not so nervous,
And dying to say something unanswerable.

The moon, too, abuses her subjects,
But in the daytime she is ridiculous.
Your dissatisfactions, on the other hand,
Arrive through the mailslot with loving regularity,
White and blank, expansive as carbon monoxide.

No day is safe from news of you,
Walking about in Africa maybe, but thinking of me.

RIVAL

Se a lua sorrise, teria a sua cara.
Você também deixa a mesma impressão
De algo lindo, mas aniquilante.
Ambos são peritos em roubar a luz alheia.
Nela, a boca aberta se lamenta ao mundo; a sua é sincera,

E na primeira chance faz tudo virar pedra.
Acordo num mausoléu; te vejo aqui,
Tamborilando na mesa de mármore, procurando cigarros,
Desconfiado como uma mulher, mas não tão nervoso,
E louco pra dizer algo irrespondível.

A lua, também, humilha seus súditos,
Mas de dia ela é ridícula.
Suas reclamações, por outro lado,
Pousam na caixa do correio com regularidade amorosa,
Brancas e em branco, expansivas como monóxido de carbono.

Nem um dia se passa sem notícias suas,
Vadiando pela África, talvez, mas pensando em mim.

Publicado por: Gabriela | fevereiro 17, 2010

quarta-feira de cinzas.

Vocês podem notar a relutância deste blog a falar sobre carnaval.

Este carnaval eu quis fugir – saí do Rio para um retiro espiritual. Posso declarar que em cinco dias de feriado não pulei em um bloco, não escutei uma música, não liguei a televisão, e sequer fiquei presa no trânsito pós-bloco que toma conta das ruas do Rio. Sei que parece meio pretencioso, mas a última coisa que eu preciso neste momento é de um carnaval.

O carnaval, como dizia Vinicius, vem quase que como férias para as pessoas que trabalham o ano inteiro. É um chute no balde, um surto de alegria. É ter orgulho de saber que o mundo todo vai estar de olho nessa festa, saber que o ano inteiro gira em torna de sua preparação. Mas preciso dedicar um espaço, por menor que seja, já que abusei do feriado para viver um verdadeiro anti-carnaval, para uma de suas músicas mais importantes.

Um pouco de história: Viniciuis de Moraes e Tom Jobim juntaram-se para criar a trilha sonora da peça Orfeu da Conceição (de Vinicius), no começo dos anos 1950s. Em 1958, o diretor francês Marcel Camus veio ao Rio para fazer uma versão cinematográfica da peça, que havia feito muito sucesso. Orfeu Negro, seu resultado, foi contemplado com uma Palma de Ouro no Festival de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro do ano seguinte, mudando para sempre a imagem do Rio, e do Brasil, no exterior. Para o filme, Vinicius compôs músicas que ficaram para sempre como marcos da MPB, como “A Felicidade” e “Se Todos Fossem Iguais a Você”.

Todo mundo conheçe, todo mundo ama. E este sentimento de amor comum é uma das maiores características do carnaval brasileiro. E, pelo menos um trechinho dela, todo mundo sabe cantar…

E pra quem quiser cantar junto, aqui vai a letra:

A Felicidade,

Tristeza não tem fim
Felicidade, sim…

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve, mas tem a vida breve

Precisa que haja vento sem parar…

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento do sonho
Pra fazer a fantasia de rei, ou pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade, sim…

Tristeza nao tem fim
Felicidade, sim…

Publicado por: Gabriela | fevereiro 8, 2010

Mudanças.

Desculpem o silêncio. Entre todas as coisas que eu pensei em falar nesse primeiro texto de 2010, tive que escolher uma só como tema.

O tema então são as mudanças. É dificil imaginar a vida sem elas. Às vezes elas se parecem mais placas, sinais de trânsito, que nos mostram que aquilo que era para ser uma esquerda agora vai ser uma contramão, o que era pra ir reto agora fará um retorno. Você pode ter ‘certeza’ de tudo, e aí acontece uma mudança que te desvia daquele GPS emocional que você previa. Um namoro que não deu certo, uma gravidez que apareceu. Essas alterações, pequenas ou grandes, quase sempre moldam o trajeto das nossas vidas. A vida é cheia delas.

Me lembra o filme Sliding Doors, com Gwyneth Paltrow, que eu vi em 1998,  menininha pré-adolescente. O filme conta a história de uma pessoa com dois destinos. Gwyneth corre para pegar um metrô. O que acontece se ela conseguir entrar no vagão, já com as portas se fechando? Ou se, por uma questão de segundos, não consegue? Que grande amor ela deixará de conhecer naquele primeiro vagão, ou encontrará por ter que entrar no próximo? O que ela poderia viver por sair do metrô aqueles três minutos antes? Ela pegaria a loja de conveniência ainda aberta às 18:57 da tarde? E o que poderia acontecer, na fila para comprar o leite, que não aconteceria se ela tivesse desistido de entrar naquele primeiro trem?

A imagem das portas do vagão é uma grande metáfora e um dos maiores clichés do mundo. A realidade é que quase nunca conseguimos escrever as placas de trânsito nem os horários de partidas do nosso próprio destino. O que vai acontecer por você entrar ou não naquele vagão? Só o futuro sabe.

Me vem a cabeça a tragédia atual no Haiti. Quem, de todas as pessoas que estão ali, pôde ver a placa do ‘terremoto terrível’ vindo? E quem, por ter decidido visitar os primos em Miami, ou passar um tempo fora da cidade, se salvou daquela tragédia? Tenho acompanhando o blog de uma família americana que passou essas útimas semanas lá, lutando pelos feridos em Porto Príncipe.  Como ela consegue lidar com essa mudança que lhe foi imposta? É incrível de ler.

São essas mudanças que vão traçando, com as nossas escolhas, o rumo da vida. E devemos confiar que o rumo se acerta no final das contas. Meu pai me disse recentemente: ‘I’m not sure if happiness will follow you or if you will follow happiness. But I know that you’ll find it.’ (‘eu não sei se a felicidade que vai te seguir ou se é você que vai segui-la, mas você a encontrará’). Esse é o meu recado, junto com uma reza fortíssima, para as confusas, os confusos, e principalmente para os que sofrem no Haiti.

Fica aqui uma música que, para mim, representa mudanças. Na verdade, estava guardando essa ‘carta na manga’ para outro momento. Mas decidi não esperar, correr para dentro do vagão, e então lhes dou a cantora Nina Simone com uma das mais importantes músicas da minha vida. Abaixo, as letras em inglês e português. Sugiro escutar o link também para entender a força que tem a voz dessa mulher. Enjoy!

Feeling Good

Birds flying high you know how I feel, sun in the sky you know how I feel, breeze driftin’ on by you know how I feel,

It’s a new dawn, it’s a new day, it’s a new life for me, and I’m feeling good

Fish in the sea you know how I feel, river running free you know how I feel, blossom on the tree you know how I feel

It’s a new dawn, it’s a new day, it’s a new life for me, and I’m feeling good

Dragonfly out in the sun you know what I mean, don’t you know, butterflies all havin’ fun you know what I mean,

Sleep in peace when day is done, that’s what I mean

And this old world is a new world, and a bold world for me

Stars when you shine you know how I feel, scent of the pine you know how I feel

Oh freedom is mine and I know how I feel

Sentindo Bem

Pássaros que voam no céu, vocês sabem o que eu sinto, ao sol que brilha no céu, você sabe o que eu sinto, à brisa que passa no céu, você sabe o que eu sinto

É um novo amanhecer, é um novo dia, é uma nova vida para mim, e eu me sinto bem

Peixes no mar, vocês sabem o que eu sinto, corrente do rio a trilhar, você sabe o que eu sinto, folhas da árvore soltas no ar, vocês sabem o que eu sinto

É um novo amanhecer, é um novo dia, é uma nova vida para mim, e eu me sinto bem

Libélula voando ao sol, você sabe o que eu sinto, sabe sim, borboletas voando, adorando, vocês sabem o que eu quero dizer

Dormir em paz, quando o dia chega ao fim, é isso que eu quero dizer

E esse velho mundo, é um novo mundo, e um mundo forte para mim

Estrelas quando brilham, vocês sabem o que eu sinto, cheiro do pinho, você sabe o que eu sinto

Ah, a liberdade é minha, e eu sei como eu me sinto

Para quem quer acompanhar a história da família Livesay no Haiti, o link é http://www.livesayhaiti.blogspot.com/ . Obrigada.

Publicado por: Gabriela | dezembro 27, 2009

2010.

Para todos,

O blog vai dar uma pequena pausa – com previsão para retorno em final de janeiro de 2010. Não é um término, e nem um tempo, são apenas férias de verão!

Para fechar com chave de ouro, deixo vocês com as palavras de Carlos Drummond de Andrade:

A genial idéia de fatiar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de

ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,

com outro número, e outra vontade de acreditar que daqui para diante

vai ser diferente.

Carlos Drummond de Andrade

Que o que está bom fique assim, e o que pode melhorar fique muito, mais muito diferente. Feliz ano novo para todos.

Gabriela

Publicado por: Gabriela | dezembro 23, 2009

Dedicatória.

Hoje o post é em dedicação ao meu primo, Timothy, que saiu desse mundo em Maio de 2007. Penso nele quase todos os dias, mas hoje, just because it’s Christmas, queria fazer uma homenagem oficial por aqui.

Perder uma pessoa da sua própria idade é uma dor inconsolável para uma pessoa da minha idade. Não parece lógico, nem certo. Nunca vamos saber como ele se foi e nem porque ele quis ir, mas a perda de um primo existe agora quase que como um membro da família por si. Uma lembrança sempre ali…

Um músico super talentoso, um homem inteligente, um irmão/primo companheiro, uma pessoa maravilhosa. Dizem que, de todos os primos da parte inglesa, é o que mais se parece comigo. Hoje ele teria 25 anos. A música de hoje é a música que me veio na cabeça na hora do enterro dele, ha quase 3 anos atrás, e que até hoje me faz lembrar.

Fix You, Coldplay

When you try your best, but you don’t succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can’t sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can’t replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

And high up above or down below
When you’re too in love to let it go
But if you never try you’ll never know
Just what you’re worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I…

Tears stream down on your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I…

Lights will guide you home, and ignite your bones
And I will try to fix you

Publicado por: Gabriela | dezembro 23, 2009

Coincidências musicais.

Eu sempre tenho filmes ou músicas que acompanham os momentos importantes da minha vida. Na separação dos meus pais, lembro de Friends will be Friends (do Queen), que minha mãe cantava comigo. Na morte de um primo, em 2007, lembro de Fix You (do Coldplay). Na minha despedida do Rio para Portsmouth, lembro de Halleluiah (Jeff Buckley). Em momentos mais felizes, lembro de Put it On Me (Ashanti). Uma música pode ser associada a uma pessoa também; minha mãe (Dancing Queen – Abba), meu pai (Son of a Preacher Man – Dusty Springfield), e por aí vai. Às vezes não é nem um música que a pessoa gosta, mas a letra mesmo que me lembra aquela pessoa.

E às vezes acontece uma pequena coincidência musical na minha vida, não sei se acontece com vocês. Sabe quando de repente vem uma música na sua cabeça que você não ouve ou canta há seculos? Se você parar para analisar a letra, é bem capaz de ter a ver com alguma coisa que você estava sentindo. Praticamente uma auto-análise forcada.

No momento, o que está na minha cabeça é Imogen Heap. Mais especificamente, a música que ela canta nas cenas finais do seriado The O.C, que passava em 2004 quando fui para Londres pela primeira vez. O contexto: quatro jovens se deparam com um crime terrível, feito por um deles, e a tensão no ar (e na música) representa como a vida vai mudar dali em diante, com um corpo morto no chão. Agora só falta entender porque estou pensando nela…

Para quem quer ouvir a música, uma versão ao vivo da cantora (recomendadíssimo), com letras abaixo:

Hide and Seek – Imogen Heap

where are we?
what the hell is going on?
the dust has only just begun to form
crop circles in the carpet
sinking feeling

spin me round again, and rub my eyes,
this can’t be happening
when busy streets a mess with people
would stop to hold their heads heavy

hide and seek, trains and sewing machines
all those years, they were here first

oily marks appear on walls
where pleasure moments hung before the takeover,
the sweeping insensitivity of this still life

hide and seek, trains and sewing machines (oh, you won’t catch me around here)
blood and tears (hearts), they were here first

Mmmm whatcha say,
Mmm that you only meant well? well of course you did
Mmmm whatcha say,
Mmmm that it’s all for the best? of course it is
Mmmm whatcha say?
Mmmm that it’s just what we need
you decided this
whatcha say?
Mmmm what did she say?

ransom notes keep falling out your mouth
mid-sweet talk, newspaper word cut outs
speak no feeling no I don’t believe you
you don’t care a bit, you don’t care a bit

(hide and seek)
speak no feeling no i don’t believe you
you don’t care a bit,
you don’t care a (you don’t care a) bit

E para quem acompanhava, quem lembra, ou quem quer conhecer, aqui está um clipe do episódio com a música da cantora inglesa.

Enjoy!

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